Há coisas que fazem parte do passado.
São pretérito-perfeito-mais-que-acabado.
E há outras que insistem em permanecer no presente.
São pretérito-imperfeito, pois deveriam estar ausentes..
(Mas não estão.)
Tenho uma dificuldade incrível em desgarrar-me do que já não me pertence
Insisto em viver num tempo que já não acontece verdadeiramente.
E faço do agora uma ponte para o que já foi,
E para o que não foi, mas deveria ter sido,
Acontecido, existido...
Vivo numa espécie de outra dimensão

E a realidade desfigura-se, transforma-se em algo que (quase) não existe
E perco-me pelo meio de leigas interpretações.
Ilusões, devaneios, amigos do alheio... desilusões... (e de quem é a culpa?)
Nã há culpas, não há perdões…

Palavras ficam por ser ditas, desculpas permanecem a espera de ser pedidas (e ouvidas...)
Porque tudo é demasiado complicado no maravilhoso mundo do quase-passado!
Nos silêncios dos olhares, nos espaços vazios e confusos
Já nem sei o que me espera
Um futuro construído por simples conveniência
E qualquer semelhança com a realidade terá sido mera coincidência.
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