Podia perder-me...
Algures entre o céu e a Terra...
Era até capaz de com eles andar em guerra...
E com os planetas e cometas, esquecer-me de quem eu era...


Podia até mesmo andar a contar as estrelas,
Fazer um desejo a uma que fosse cadente,
E soltar uma gargalhada bem estridente,
Daquelas inconfundivelmente perversas…

Podia nunca mais dormir,
Ou dormir para nunca mais acordar!
Podia prender a respiração todos os minutos que conseguisse,
Podia desejar que nada de mal existisse,
Podia pelo menos tentar...

Podia revirar noites atrás de noites,
E agarrava-me a ti com toda a força que tivesse..!!
Podia explodir de alegria todas as vezes que viesses...
E ao nascer do sol, contigo ser dia...

E quando chegasses...
E quando eu te abraçasse...
O mundo parava e era eu que o fazia...
E era capaz (oh se era!) de querer que ele nunca mais girasse...


Podia, como podia..!
Podia pedir ao tempo que parasse,
E vivia para sempre esta fantasia..!
Se a fantasia prometesse-me que nunca mais acabaria.
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